Como é calculado
Comprometimento da renda = soma das parcelas mensais ÷ renda líquida × 100
Entram financiamentos, empréstimos, consignado, parcelas no cartão, crediário e cheque especial. Contas da casa (luz, água, aluguel, mercado) não entram: elas são despesas, não dívidas.
Exemplo
Renda líquida de R$ 5.000 por mês, com R$ 900 de financiamento do carro, R$ 400 de empréstimo e R$ 300 de parcelas no cartão: são R$ 1.600, ou 32% da renda. Está na faixa de atenção: para voltar aos 30%, seria preciso reduzir as parcelas em R$ 100.
Faixas de referência
- Até 30%: saudável. Sobra espaço para as despesas e para guardar dinheiro.
- De 30% a 40%: atenção. Evite novas dívidas.
- Acima de 40%: alto risco. Qualquer imprevisto pode virar atraso.
Como sair do aperto
- Troque dívidas caras (rotativo do cartão, cheque especial) por uma mais barata, como o consignado. Compare na calculadora de CET.
- Monte um plano para quitar uma dívida por vez com a calculadora para quitar dívidas.
- Se já houver atrasos, a Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021) permite pedir uma renegociação conjunta com todos os credores.
Perguntas frequentes
Uso a renda bruta ou a líquida?
A líquida: o que cai na conta depois de INSS e Imposto de Renda. É dela que as parcelas saem.
O aluguel conta como dívida?
Não neste cálculo. Mas, se o aluguel já ocupa boa parte da renda, os 30% de parcelas podem ser demais para o seu orçamento.
Qual é o limite do consignado?
Para aposentados e pensionistas do INSS, as parcelas de empréstimo consignado podem ocupar até 35% do benefício, mais 5% do cartão consignado e 5% do cartão de benefício.
Veja também
Os resultados são estimativas apenas para informação e não são aconselhamento financeiro, jurídico ou médico. Taxas, impostos e tarifas variam: confirme com um profissional ou com o seu banco.