Como funciona
A calculadora busca os índices mensais publicados pelo Banco Central e multiplica um mês sobre o outro, do mês inicial ao mês final, inclusive. É a correção "juros sobre juros", a mesma usada em contratos e na Justiça.
Fator de correção = (1 + índice do 1º mês) × (1 + índice do 2º mês) × … × (1 + índice do último mês)
Exemplo
Se o índice somar 10% no período, R$ 1.000 corrigidos viram R$ 1.100,00. Dois meses seguidos de 1% dão 2,01%, e não 2%, porque o segundo mês incide sobre o valor já corrigido.
Qual índice usar
- IPCA: a inflação oficial do Brasil. Usado em metas do governo, no Tesouro IPCA+ e em muitos contratos.
- INPC: inflação das famílias de renda mais baixa. Corrige o salário mínimo, benefícios do INSS e muitas dívidas trabalhistas e judiciais.
- IGP-M: da FGV, tradicional em contratos de aluguel. Varia muito com o dólar.
- Selic: a taxa básica de juros. Atualiza tributos pagos em atraso e, desde 2024, é a base dos juros legais.
Se o Banco Central estiver fora do ar, digite a variação acumulada do período no último campo. Para o reajuste anual do aluguel, use a calculadora de reajuste de aluguel; para ver o futuro, a calculadora de inflação.
Perguntas frequentes
Por que o resultado é diferente da Calculadora do Cidadão?
A Calculadora do Cidadão, do Banco Central, usa regras próprias para escolher o primeiro e o último mês. Aqui entram todos os meses do mês inicial ao mês final. Mude os meses para comparar.
O mês atual entra na conta?
Só quando o índice já foi publicado. O IPCA sai por volta do dia 10 do mês seguinte, e o IGP-M no fim do próprio mês.
Correção monetária é o mesmo que juros?
Não. A correção só repõe a perda do poder de compra. Os juros são uma remuneração a mais, cobrada por cima do valor corrigido.
Veja também
Os resultados são estimativas apenas para informação e não são aconselhamento financeiro, jurídico ou médico. Taxas, impostos e tarifas variam: confirme com um profissional ou com o seu banco.